Deep Tech Brasileira Open-Source Silicon

Hardware Livre.
Soberania em Semicondutores.

Acelerando a inovação de arquiteturas complexas. Reduzimos o custo de licenciamento de ferramentas EDA em 100%, investindo o capital diretamente em engenharia e fabricação proprietária de microchips.

O que é a tecnologia RISC-V?

Liberdade e Controle Tecnológico

Imagine o RISC-V como um "alfabeto e um idioma universal" e aberto para computadores. Historicamente, criar um processador avançado exigia pagar milhões em licenças para um punhado de empresas estrangeiras que ditavam as regras do jogo.

Com o RISC-V, mudamos esse paradigma. Por ser um padrão global e aberto (como o Android ou o Linux, mas para o "cérebro" das máquinas), ele permite que construamos tecnologia de ponta sem ficarmos presos ao monopólio de um único fornecedor.

Para o setor público e a indústria: Isso significa soberania tecnológica e segurança da cadeia de suprimentos. Evitamos bloqueios geopolíticos ou embargos comerciais, permitindo que a inovação seja guiada estrategicamente – de um sensor analítico no campo até o controle centralizado de infraestrutura crítica – assegurando total independência.

SoC Programável e Manufatura

Nossos microchips são projetados desde o silício até a arquitetura lógica, utilizando *System on a Chip* (SoC) multipropósito e programável. Construídos sobre infraestrutura aberta para garantir versatilidade entre mercados estratégicos.

Setor Defesa & Militar

Processamento focado em segurança embarcada, "air-gap" garantido por desenvolvimento auditável e independência de propriedades intelectuais estrangeiras. Robustez operacional total.

Agronegócio (Agro 5.0)

Arquitetura ideal para Edge Computing. Processamento diretamente no campo para maquinário pesado, estufas inteligentes e análise de dados em tempo real com máxima eficiência energética.

Internet das Coisas (IoT)

Controladores escaláveis para cidades inteligentes e infraestrutura industrial (Modbus/CAN). Otimização em nuvem e nós sensores que exigem altíssima escala sem sobrecarga de custo por unidade.

Tecnologia de Fundição (PDK)

PDK Sky130 (130nm)

Nó de processo de adoção ampla e robusto, perfeitamente suportado pelo ecossistema open-source. Ideal para chips IoT de altíssimo volume, controle automotivo e eletrônica de sinal misto, entregando o melhor custo-benefício de fabricação global.

PDK Sky90 (90nm) FDSOI

Direcionado para uso crítico e missões avançadas. Esta tecnologia garante resistência superior a eventos de radiação (Rad-Hard) e comportamento térmico extremo, sendo imperativo para defesas táticas e aplicações aeroespaciais restritas.

Fases de Desenvolvimento

O caminho do silício: a jornada de engenharia abstrata até a verificação lógica, tapeout e validação autônoma do SoC corporativo.

Fase 1

Domínio do Fluxo de Design (O Pipeline RTL-to-GDSII)

O objetivo desta fase é rodar um módulo simples do início ao fim para validar as ferramentas e garantir que o tapeout é viável. A ordem correta de execução é:

Design RTL (Register-Transfer Level)

A escrita do código original do hardware, definindo a arquitetura e a lógica do módulo.

Verificação Funcional (Simulação RTL)

A primeira camada de testes para garantir que o código escrito faz exatamente o que foi especificado antes de transformar isso em portas lógicas.

Sintetização Lógica

A tradução do código RTL abstrato para uma netlist (uma lista de conexões e portas lógicas reais), mapeada para a biblioteca da tecnologia (Standard Cells).

DFT (Design for Testability)

Inserção de lógicas extras (como scan chains) diretamente na netlist. Isso não muda a função do chip, mas permite que ele seja testado em busca de defeitos físicos de fabricação depois de pronto.

LEC (Logic Equivalence Checking)

Uma prova matemática formal que garante que a netlist gerada (e modificada pelo DFT) continua se comportando de forma idêntica ao código RTL original.

Floorplanning

O início do design físico (Back-End). É aqui que se define o tamanho do chip, a malha de alimentação de energia (power grid), as posições dos pinos de entrada/saída (I/O) e o posicionamento de macros grandes (como blocos de SRAM).

Placement (Posicionamento)

O posicionamento automatizado de todas as milhares (ou milhões) de células lógicas individuais dentro das áreas definidas no Floorplan.

CTS (Clock Tree Synthesis)

A criação de uma rede em formato de árvore para distribuir o sinal de clock. O objetivo é garantir que o pulso de clock chegue a todos os registradores do chip ao mesmo tempo, minimizando atrasos (skew).

Roteamento (Routing)

A criação física das "trilhas" (fios de metal nas diversas camadas do chip) que conectam todas as células, respeitando as regras rigorosas da fundição.

Signoff e Verificações Finais (Gate-Level, STA, DRC e LVS)

A validação final e crítica de todo o sistema físico:
STA e Gate-Level: Garantem que o chip vai operar na frequência certa e sem violações de tempo após a adição dos fios reais.
DRC: Verifica se o desenho final não viola nenhuma regra de geometria da fábrica (distância entre fios, espessura, etc.).
LVS: Garante que o desenho geométrico (Layout) corresponde exatamente à netlist lógica gerada lá atrás.
Nota: Esta etapa de validação massiva é o coração que define o sucesso de um tapeout e onde uma engenharia de verificação rigorosa mais brilha.

Geração do GDSII

A exportação do arquivo binário final. É a "planta baixa" geométrica que será enviada para a fundição fabricar o silício.

Fase 2

Integração de Processamento e Memória (Boot e Base)

Com o fluxo de fabricação da Fase 1 dominado, o foco muda para a base robusta de arquitetura do SoC.

Integração do Core RISC-V

Instanciar o processador principal RISC-V aberto no modelo do design avançado.

Controladora DDR4

Acoplar a controladora dedicada de memórias para garantir que o RISC-V tenha acesso rápido e livre aos 4GB de RAM.

Módulo I2C e Boot

Implementar protocolos (I2C e SPI) básicos para iniciar e carregar configurações primárias (bootloader) ao chip.

Fase 3

Expansão Industrial e Automotiva (SoC Completo)

A última etapa que transforma a base computacional da Fase 2 em um produto focado e preparado pro mercado da InovaChip.

Integração de Rede CAN

Adicionar controladora para comunicação confiável e escalável em veículos pesados e de ambiente de interferência (EMC).

Integração Modbus

Adição de interfaces seriais exclusivas para comunicação pesada com CLPs e automação e de chão de fábrica (Field).

Módulos de Segurança (Watchdog)

Temporizadores vitais (Watchdog) para reinício autônomo do chip perante de falhas no software, vital aos setores.